Almeida Agostinho Chirindza

A economia moçambicana procura fortalecer metodologias que contornam o desvio de

crises económicas nacionais, a inflação da moeda, decorrentes da fraca produção

económica, baixo índice de desenvolvimento económico, assim como das flutuações

económicas internacionais. Nesta órbitra, e no apego do crescimento socioeconómico do

Estado moçambicano, alinhavado ao dinamismo do mercado bancário, o Banco de

Moçambique (BM), circunscreveu estratégias de políticas monetárias expansionistas e

restritivas, com vista a redução da dependência económica, consequentemente criação de

uma economia produtiva e competitiva, versus mobilização do bem-estar social. Pois, a

instabilidade económica, remete a crises, perigos, vulnerabilidades, riscos e prejuízos

sociopolíticos, económico-financeiros, harmonizadas pelos factores endógenos e

exógenos, que reduzem a expansão económica . A título de exemplo, no ano de 2017, a

economia moçambicana, assistira prejuízos em cadeias contínuas, principalmente no

sector de educação, saúde e demais serviços públicos a nível central e local. Por

conseguinte, o BM tomara medidas subscritas na regularização da taxa directora, com

vista a mobilizar a expansão económica e o bem-estar social do Estado moçambicano.

Contudo, o movimento monetário expansionista prossegue em controversa com a política

fiscal regressiva, dado que, a política fiscal moçambicana, não introduz linhas de

catalisação económica, mas sim, impõe a projecção de medidas não abonatórias para o

crescimento e desenvolvimento económico, ao manter às taxas e impostos inalterados,

facto que se descreve na fraca procura de bens e serviços. Políticas fiscais que

desassociam o bem-estar socioeconómico, e de incertezas de funcionamento nas

administrações públicas; nas parcerias público-privado (PPP); no sector privado;

mercados e serviços económico-financeiros, com impacto negativo nas comunidades

locais. Uma vez que, quanto mais o BM reintroduz a política monetária expansionista, o

governo mantém inalterado a política fiscal, criando discrepância económica e tornando

a vida dos cidadãos cada vez mais complexa, pois que, dificilmente haverá resposta na

procura e oferta da moeda interna e externa (divisas). E, este movimento ocasiona

debilidade de circulação da moeda, similarmente surgimento de perigos e riscos de

crescimento económico desacelerado, de inflação e desemprego. Originando défice

orçamental, dependência excessiva e cíclica nos gastos públicos, assim como, riscos deAlmeida Agostinho Chirindza*

governação do Estado, doravante surgimento e criação de movimentos populares. Sendo

urgente, a coordenação de políticas monetárias e fiscais equitativas e proporcionais, por

meio de requalificação de taxas de referências (em serviços bancários, entre outros) e

impostos (IVA, impostos, etc…) a aplicar no mercado moçambicano para o controlo da

inflação, no desígnio voltado ao crescimento económico e desenvolvimento do Estado

moçambicano. A título de exemplo, o último informe do BM, refere que os Títulos da

dívida interna já não atraem os bancos e aos clientes, pois, mesmo com a redução das

taxas de juro os clientes não efectuam empréstimos. Obrigando os bancos a renegociarem

as taxas de juro, junto ao BM, para reactivar a economia monetária. Posição que exige

medidas de restrição financeira, dado que, a situação socioeconómica-financeira não está

a fluir condignamente, e que está a condicionar o funcionamento do mercado de título do

Estado. Pese embora, a economia monetária tenha registado um crescimento económico

de empréstimos, estimado em 5,7%. Porém, a inflação é um factor ou elemento a ter em

conta, pois, este crescimento não se reflete na produtividade e produção de bens e

serviços, e consequentemente, estar a criar risco de instabilidades de circulação da moeda,

doravante, redução de serviços de oferta e procura de bens e serviços a escala local até a

aos serviços centrais. Factos que monstrão que é imperioso uma intervenção da política

fiscal na alteração dos impostos e taxas a aplicar no mercado, para criar mecanismos,

estímulos e incentivos de criatividade e competividade empresarial. Estímulo que se

subscrevem na introdução de subsídios (Z) e redução de impostos indirectos (Ti) na

produção de bens e serviços. Assim deduzido: PIBcf = PIBpm + Z – Ti.

Automaticamente, os cidadãos adquirirão os bens e serviços a preços estáveis e não a

preços inflacionados ou condicionados ou estimulados, mas sim, ao ritmo de equilíbrio

da economia monetária e fiscal. E, consequentemente redução da pressão ao Banco de

Moçambique (Banco central).


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